A Igreja Católica no Rio Grande do Norte passou por uma das maiores transformações dos últimos anos e quase ninguém parou para analisar com a profundidade que o assunto merece.
Em Natal, Dom Jaime foi um desastre. Transformou a Arquidiocese de Natal em palanque político, ou melhor dizendo, politiqueiro, aquela mistura de política com chiqueiro que todo mundo reconhece mas poucos têm coragem de nomear. O altar virou tribuna, a missa virou comício e o catolicismo foi perdendo fiéis a cada domingo que passou. A arquidiocese estava se esvaziando por dentro.
Em Mossoró, o problema era de outra natureza, mas igualmente grave. Dom Mariano fechou os olhos para comportamentos absolutamente impróprios de padres sob seu comando. A diocese ganhou um apelido que correu a cidade: gaiola das loucas. Não foi o Blog que inventou. Foi o povo de Mossoró, que viu de perto o que estava acontecendo e batizou com precisão cirúrgica. Dom Mariano tinha um ponto positivo: era um gestor empresarial competente, fez uma revolução administrativa na diocese. Mas esqueceu completamente a parte cristã da função. E chegou ao ponto de querer pintar o piso da Catedral de Santa Luzia de vermelho. Foi preciso que o Blog se meter publicamente para impedir esse ato de blasfêmia dentro da própria casa de Deus. Conseguimos.
A renovação veio com força e com resultado visível.
Dom João Santos Cardoso chegou à Arquidiocese de Natal e fez o básico que faltava: tirou a política da Igreja. O altar voltou a ser altar. Trocou padres estratégicos, colocou moral, parou de varrer escândalos para debaixo do tapete e atraiu um público jovem que havia abandonado as bancadas. Em Mossoró, Dom Francisco de Sales foi ainda mais direto: limpou a diocese com água sanitária. Deu um basta nos escândalos de natureza sexual, mirou na fé, colocou princípios onde havia promiscuidade e vícios enraizados no sistema.
O resultado está nas igrejas. Cheias. Fiéis felizes, sem bandeira vermelha no altar, sem escândalos nos bastidores, sem a sensação de constrangimento que muitos sentiam ao entrar numa missa. Me arrisco a dizer que virou moda ser católico no RN. É uma revolução real, concreta, visível em cada banco ocupado no domingo.
A saída do bispo Dom Antônio de Caicó é outro capítulo dessa limpeza. O Blog ainda não tem elementos suficientes para avaliar se a mudança já produziu resultados práticos na diocese, mas a tendência do estado aponta para o bem.
E tudo isso tem também uma dimensão maior. A postura do Papa Leão XIV é completamente diferente do manhoso Papa Francisco, que fragilizou a Igreja Católica na América Latina com sua administração politiqueira e mimizenta, sempre mais preocupado em agradar a imprensa progressista do que em fortalecer a fé. Leão XIV chegou com outra pegada. E os bispos e arcebispos do RN parecem sintonizados com esse novo tempo.
A Igreja que serve a Deus enche. A Igreja que serve à política esvazia. O RN aprendeu essa lição na prática.