O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), cobrou que o próximo nome indicado ao Supremo Tribunal Federal tenha perfil técnico e independência do governo. "O perfil do futuro indicado ao STF tem que ser alguém que tenha sobretudo imparcialidade e distanciamento político para que nós possamos ter de fato um tribunal isento e imparcial", disse o senador após a rejeição de Jorge Messias pela CCJ.
Para Marinho, o resultado da sabatina é um recado direto tanto ao Palácio do Planalto quanto ao próprio Supremo. "A democracia exige equilíbrio, paridade entre os poderes, repartição entre os poderes", declarou. O senador defendeu que Lula não envie um novo nome ao Senado antes das eleições de outubro, argumentando que a escolha deve refletir um novo momento político do país.
O líder da oposição disse que a articulação contra Messias foi assumida abertamente pela bancada, mas evitou atribuir responsabilidade a outros senadores que votaram contra a indicação. "A oposição se posicionou claramente contra. Os outros que votaram, cada um pode responder por si", afirmou, esquivando-se de comentar uma possível participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na derrota do governo.
Marinho também conectou a rejeição de Messias à pauta do 8 de janeiro. O senador se disse otimista com a derrubada do veto presidencial à progressão de pena dos condenados pelos atos e afirmou que o placar da sabatina mostra força suficiente para vencer a votação prevista para esta quinta-feira.