O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou a rejeição de Jorge Messias para mandar um recado direto ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, os 42 votos contrários ao indicado de Lula ainda não são suficientes para concluir um impeachment de ministro, mas bastam para iniciar um — o que, pelo regimento, afastaria automaticamente o ministro por seis meses. "É um claro recado", disse.
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Bolsonaro fez o que chamou de "súplica" ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. "Ele tem uma grande responsabilidade de comandar o Supremo e chamar todos a uma reflexão", afirmou. O senador pediu o encerramento do inquérito das fake news, aberto há sete anos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. "Trazem para dentro dele quem o ministro quer, partidos da base do governo peticionam contando que Alexandre de Moraes vai ser o relator e vai partir para cima de algum adversário político. Isso não é democrático, já deu."
O senador disse que a pauta do impeachment de ministros do STF virou tema eleitoral e que grande parte dos eleitores vai escolher seus senadores com base nesse compromisso. "Não fico feliz com isso, mas é uma consequência que os próprios ministros precisam entender. É preciso ter a humildade de entender que se chega nesse ponto em função dos excessos de alguns membros do Supremo."
Bolsonaro encerrou com uma provocação: "Como é que pode ministro do Supremo estar conseguindo ter menos credibilidade que político em pesquisas de opinião? Olha onde chegou o Supremo Tribunal Federal."