Entidades ligadas à transparência pública acusaram órgãos do Judiciário e do Ministério Público de tentar contornar a decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os chamados supersalários no serviço público.
A crítica foi feita pela Coalizão de Combate aos Supersalários, grupo formado por organizações como Transparência Internacional Brasil, República.org e Movimento Pessoas à Frente.
Segundo a nota divulgada pelas entidades, tribunais e órgãos públicos estariam ampliando benefícios, criando novas gratificações e reclassificando verbas para manter pagamentos acima do teto constitucional, mesmo após a decisão do STF.
Em março deste ano, o Supremo determinou limites para os chamados “penduricalhos” e fixou que apenas verbas indenizatórias previstas em lei federal podem ficar fora do teto salarial do funcionalismo.
As entidades citaram como exemplos tentativas de ampliação do auxílio-saúde na Advocacia-Geral da União, novas gratificações aprovadas pela Justiça Militar e discussões no Tribunal de Contas da União sobre exclusão de cargos comissionados do cálculo do teto.
Após a repercussão, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin reforçaram a proibição de criação de novas vantagens fora das hipóteses autorizadas pela Corte.
CNN BRASIL