A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria foi interpretada por parlamentares como um gesto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação ganhou força após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
Segundo a CNN Brasil, deputados e senadores avaliam que Moraes tenta se reposicionar junto ao Palácio do Planalto, que é contrário à lei aprovada pelo Congresso. Integrantes do governo também acreditam que o ministro atuou contra a indicação de Messias por causa da proximidade dele com o ministro André Mendonça, apontado como adversário interno de Moraes na Corte. O magistrado nega qualquer articulação.
A suspensão da lei provocou reação da oposição, que articula uma PEC da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Parlamentares também querem uma reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, para pedir rapidez no julgamento da ação em plenário. Interlocutores afirmam que Fachin indicou que o caso deve ser pautado após as manifestações do Congresso e do governo federal.