A sugestão de federalizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) acendeu um intenso debate político e econômico no estado. A iniciativa, que envolve a criação de uma comissão de estudos, busca avaliar a viabilidade de transferir a gestão da instituição para a União, visando aliviar as contas estaduais e garantir melhores condições para servidores e estudantes. Assista:
Atualmente, a UERN consome aproximadamente R$ 750 milhões anuais, o que representa cerca de 3,5% do orçamento total do Rio Grande do Norte. Críticos da manutenção do modelo atual argumentam que, apesar do alto investimento, a universidade apresenta índices de desempenho e infraestrutura inferiores a instituições federais como a UFRN e a UFERSA, além de enfrentar dificuldades na formação efetiva de alunos em diversos cursos.
A proposta de federalização destaca as vantagens salariais e a estabilidade dos servidores federais, que possuem remunerações superiores e não sofrem com atrasos nos pagamentos, problemas recorrentes na esfera estadual. Além disso, a estrutura física das universidades federais é citada como um padrão de qualidade que a UERN, sob a atual gestão, não consegue atingir, mesmo com o volume expressivo de recursos aportados.
O tema tem sido tratado com resistência por alguns setores, mas defensores da medida pedem que o assunto seja analisado de forma técnica, e não como uma questão passional. O objetivo central seria garantir a sustentabilidade da instituição a longo prazo, assegurando que ela cumpra sua função social sem comprometer o equilíbrio financeiro do estado, que hoje enfrenta sérias limitações orçamentárias.