O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa assinou ficha de filiação ao partido Democracia Cristã no início de abril e passou a ser tratado pela legenda como possível candidato à Presidência da República nas eleições deste ano.
O partido havia apostado inicialmente no ex-ministro Aldo Rebelo, mas mudou de estratégia após dificuldades para consolidar a pré-candidatura. Internamente, dirigentes avaliam que Joaquim Barbosa teria maior apelo eleitoral, principalmente pelo histórico ligado ao julgamento do Mensalão e ao discurso de combate à corrupção.
Segundo informações divulgadas, o DC realizou pesquisas qualitativas com o nome do ex-presidente do STF e identificou boa receptividade, especialmente na associação do ex-ministro com temas como ética e moralidade pública.
A possível candidatura também deve explorar propostas ligadas à reforma do Judiciário, incluindo mudanças nas regras para ministros do STF e limitação dos chamados “penduricalhos” salariais.
Apesar disso, o desafio político é grande. O DC é um partido pequeno, sem grande estrutura nacional, pouco tempo de televisão e sem presença garantida nos debates presidenciais. Até o momento, Joaquim Barbosa não comentou publicamente a filiação nem confirmou eventual candidatura.