O Estadão revela que o volume de anúncios pagos contra o Supremo Tribunal Federal nas redes sociais cresceu mais de 50 vezes desde 2020. Políticos, pré-candidatos e páginas de militância intensificaram campanhas digitais para criticar ministros, defender mudanças na Corte e mobilizar apoiadores.
Levantamento na biblioteca de anúncios da Meta mostra que, entre janeiro e abril de 2026, foram identificados cerca de 4,9 mil resultados de campanhas pagas sobre o STF, número superior à soma dos três primeiros anos da série histórica (2020-2022). O salto coincide com a consolidação do tribunal como alvo político permanente.
O fenômeno reflete uma estratégia eleitoral deliberada: o STF virou moeda de campanha tanto para a direita, que o ataca frontalmente, quanto para a esquerda, que o usa como argumento de defesa institucional. A tendência deve se intensificar à medida que as eleições se aproximam.