O Globo revela que a teia de influência política de Ricardo Magro, dono da antiga Refinaria de Manguinhos, já era conhecida há quase duas décadas, mas só agora foi formalmente exposta pela Polícia Federal. Segundo a investigação, o caso pode ser considerado a "mais latente e exitosa frente de espoliação dos cofres públicos do estado do Rio".
Ao longo dos anos, Magro enfrentou diversas acusações de fraude fiscal, mas sempre conseguiu construir alianças políticas para proteger seus interesses. A rede de influência alcançava a Secretaria de Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado e outras instituições estratégicas.
O STF determinou a prisão de Magro e a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol, já que o empresário se encontra em paradeiro desconhecido nos Estados Unidos. Na casa de um policial civil ligado ao esquema, foram apreendidos mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo.