Uma farmacêutica que tinha ligação com o Banco Master está sendo alvo de questionamentos após atraso na entrega de insulina para o SUS. Registros públicos apontam pendência de mais de 1,57 milhão de doses, faltando cerca de um mês para o fim do contrato com o Ministério da Saúde.
Segundo a coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, o fornecimento é feito pela farmacêutica Biomm em parceria com o laboratório indiano Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias (Funed). Segundo os dados do contrato, o volume pendente representa quase 20% do total acertado para abastecimento da rede pública.
O Ministério da Saúde notificou a empresa para prestar esclarecimentos, mas afirmou que não há falta de insulina no SUS. Já a Biomm alegou que os atrasos foram provocados por problemas logísticos internacionais e pelos conflitos na região do Golfo.
Até abril deste ano, a Biomm tinha como principal sócio um fundo ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Após a crise envolvendo o banco, o fundo foi liquidado e as ações acabaram sendo transferidas e posteriormente vendidas.
O contrato firmado com o Ministério da Saúde é de R$ 142,1 milhões e previa o fornecimento de mais de 8 milhões de doses de insulina para o SUS.