A Polícia Federal (PF) aponta que os investimentos do RioPrevidência no Banco Master não partiam de decisão técnicas, e sim do “alinhamento político” e da “relação pessoal“ entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e Daniel Vorcaro, que era dono da instituição financeira.
A notícia é do Metrópoles. Além dos aportes bilionários feitos pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais cariocas no Master, a PF aponta que a relação de “vínculo pessoal estreito” entre Castro e Vorcaro favoreceu a indicação de cargos-chaves para a diretoria do RioPrevidência.
De acordo com a PF, o RioPrevidência realizou aportes que somam mais de R$ 3,6 bilhões no Banco Master. Incluindo montantes aplicados em fundos e letras financeiras emitidas pela instituição de Daniel Vorcaro.
Apenas entre outubro de 2023 e outubro de 2025, período que a PF aponta a “aparente crise de liquidez” do Master, foram feitos mais de R$ 2,9 bilhões em aportes pelo Rio Previdência no banco.
“A motivação central dessas decisões não residiria em critérios técnicos regulares de investimento, mas em relação pessoal e indevida entre o controlador do Banco Master e autoridades com poder de mando sobre o RPPS. Dentro dessa linha investigativa, a PF aponta conversas indicando que determinados aportes dependeriam de ‘alinhamento político’ com o ex-governador do estado”, diz trecho da decisão.