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Após derrota de Messias, magistrados apresentam lista tríplice de mulheres para vaga aberta no STF

O Movimento Paridade no Judiciário, formado por magistrados e magistradas de todas as regiões do Brasil, fez uma lista tríplice de mulheres que podem ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é apresentar os nomes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

A escolha das três indicadas foi feita após consulta a mais de 500 juristas. Foram selecionadas as seguintes candidatas:

  1. Salise Monteiro Sanchotene: É desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) desde 2016 e ocupa o cargo de corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região no biênio 2025-2027. Foi conselheira do CNJ e relatora de resoluções sobre paridade de gênero no Judiciário;
  2. Adriana Cruz: É juíza federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Em 1999, tornou-se uma das primeiras juízas federais negras do Brasil. Tem atuação reconhecida em direitos humanos e em debates sobre igualdade racial, Justiça e cidadania;
  3. Adriana Mello: É desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e atua na 6ª Câmara Criminal. É considerada uma das principais especialistas do País em violência doméstica, criminologia feminista e direitos humanos.

Para a juíza Therezinha Cazerta, coordenadora do movimento, o governo precisa enfrentar a desigualdade de gênero histórica que existe no Supremo.

“Há mulheres juristas com trajetória, experiência e densidade técnica para ocupar o Supremo. O país não carece de nomes, carece de decisão política para enfrentar uma desigualdade histórica”, afirmou à Coluna do Estadão a desembargadora federal do TRF-3, em São Paulo.

Vaga no Supremo está aberta há 7 meses
A cadeira no STF está vaga desde outubro do ano passado, quando o ex-ministro Luis Roberto Barroso se aposentou. O governo tentou emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o Senado barrou a indicação, algo que não acontecia desde o fim do século 19, no governo Floriano Peixoto, uma derrota fragorosa para Lula.

O petista tem dito a aliados que vai reenviar ao Senado a indicação de Messias, mas o regimento interno da Casa proíbe que seja votada a indicação de uma autoridade já rejeitada naquele mesmo ano.

Em 134 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal teve apenas três mulheres em um universo de 172 ministros: Cármen Lúcia, que integra a Corte atualmente, além das ministras Rosa Weber e Ellen Gracie.

Coluna do Estadão

 
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