O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Em declaração ao Metrópoles nesta quinta-feira (28), Amorim afirmou que a cooperação internacional no combate ao crime é bem-vinda, mas alertou para o que chamou de risco de interferência externa. “Pretexto para intervenção, é inaceitável”, declarou o ex-chanceler.
Mais cedo, durante participação em um fórum de segurança na Rússia, Amorim também afirmou que equiparar o crime organizado ao terrorismo não ajuda no combate às facções.
Segundo ele, o governo brasileiro tem atuado para combater organizações criminosas, mas vê com preocupação medidas que possam abrir espaço para ações unilaterais de outros países.
O governo Lula é contrário à classificação anunciada pelos EUA. Integrantes da área diplomática avaliam que a medida pode abrir precedentes para ações americanas relacionadas ao combate ao crime organizado em território brasileiro.
A partir de 5 de junho, PCC e Comando Vermelho passarão a ser considerados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais especialmente designados.