A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos da marca Ypê.
A medida gerou reações entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apontam motivação política na decisão.
A suspeita é alimentada pelo histórico eleitoral da empresa: em 2022, membros da família Beira, donos da Química Amparo — fabricante da Ypê —, doaram R$ 1 milhão à campanha de reeleição de Bolsonaro, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A quantia foi dividida entre Jorge Eduardo Beira, vice-presidente de operações, que contribuiu com R$ 500 mil, e Waldir Beira Júnior e Ana Maria Beira, que doaram R$ 250 mil cada. Nas redes sociais, usuários afirmaram que continuariam usando os produtos e classificaram a ação da Anvisa como "viés político".
Também em 2022, a Química Amparo foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) por realizar uma live de apoio a Bolsonaro, caracterizada como assédio eleitoral. A sentença proibiu a empresa de fazer propaganda eleitoral a favor de candidatos e fixou multa de R$ 100 mil em caso de reincidência.
À época da condenação trabalhista, a empresa divulgou nota afirmando ser "apartidária". A Anvisa não se pronunciou publicamente sobre as alegações de perseguição política levantadas nas redes sociais.
É muito estranho essa "movimentação" toda da Anvisa justamente em um ano eleitoral. Quando se trata de PT, tudo é possível.