Soldados do Curso de Formação de Praças 2025 da Polícia Militar do Rio Grande do Norte enfrentam instabilidade após a corporação alterar, sem aviso prévio, as condições de apresentação divulgadas oficialmente. A mudança afeta diretamente a situação de moradia, alimentação e planejamento familiar dos novos militares.
Em 30 de abril de 2026, o Boletim Geral nº 075 informou que os soldados se apresentariam em 3 de junho para serem distribuídos às suas Organizações Policiais Militares (OPMs). Com base nessa informação, parte dos militares encerrou contratos de aluguel, vendeu móveis e iniciou planejamento de mudança para as futuras unidades.
Em 29 de maio, um novo boletim alterou os termos da convocação. Os soldados continuam convocados para 3 de junho, mas não mais para a distribuição, e sim para permanecer à disposição dos Comandos de Policiamento da Capital e Metropolitano, sem data definida para a lotação definitiva.
Não há, até o momento, cronograma publicado sobre quando ocorrerá a distribuição dos novos soldados. A ausência de previsão deixa os militares sem informação suficiente para tomar decisões sobre moradia e deslocamento durante o mês de junho.
O impacto mais imediato é a falta de moradia para parte dos soldados, que já haviam encerrado contratos de aluguel em outras cidades. Sem saber onde serão lotados, esses profissionais não têm como firmar novos contratos ou organizar sua permanência na capital.
Os soldados já concluíram a formação e o estágio operacional, estando aptos para o serviço. A indefinição sobre a distribuição ocorre, portanto, em uma etapa posterior à conclusão da preparação, sem relação com pendências na formação dos militares.
A situação expõe uma falha de planejamento institucional, já que a alteração ocorreu três dias antes da data de apresentação prevista. O intervalo entre a publicação do novo boletim e a convocação não deu tempo para que os militares reorganizassem sua situação pessoal.
Os soldados não têm canal formal para questionar as mudanças ou obter informações sobre o prazo da distribuição. A PMRN e o Governo do Estado do Rio Grande do Norte não se manifestaram publicamente sobre o caso até a publicação desta reportagem.