A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, realizou nesta semana o maior IPO (oferta pública inicial de ações) da história, captando US$ 75 bilhões em sua estreia no mercado de capitais. A companhia foi avaliada em US$ 1,7 trilhão, consolidando-se como a empresa privada mais valiosa do mundo antes mesmo da abertura das negociações.
Com a valorização das ações no primeiro dia de negociação, que registraram alta de 11%, a fortuna pessoal de Elon Musk ultrapassou oficialmente a marca de US$ 1 trilhão. O empresário se tornou, assim, o primeiro trilionário da história, um marco que analistas já vinham projetando para os próximos anos.
O IPO da SpaceX movimentou todo o mercado financeiro global e reacendeu debates sobre o futuro da indústria espacial. Concorrentes como Blue Origin, de Jeff Bezos, e empresas menores do setor já sentem a pressão de competir com uma companhia que agora tem acesso praticamente ilimitado a capital.
Analistas avaliam que os recursos captados serão direcionados para a aceleração do programa Starship, a expansão da constelação Starlink e a preparação de missões tripuladas a Marte. A operação também redefine o mercado de telecomunicações, uma vez que o Starlink já opera em dezenas de países, incluindo o Brasil.
A pergunta que investidores fazem agora é se vale a pena entrar no papel após a alta inicial. Especialistas alertam para a volatilidade típica de IPOs dessa magnitude, mas reconhecem que a SpaceX está em uma posição de domínio quase absoluto no mercado de lançamentos orbitais.
Fontes: O Globo, Estadão, Valor Econômico