O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reconheceu que a repercussão do caso “Dark Horse” provocou desgaste político e afetou o desempenho do pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto.
Em entrevista neste domingo (14) ao O Globo, Marinho afirmou que o impacto poderia ter sido menor caso Flávio tivesse tornado pública, anteriormente, sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como financiador do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, o senador minimizou os efeitos da crise e afirmou que a disputa presidencial ainda está em fase inicial. “Uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, declarou.
O líder da oposição no Senado também reforçou que Flávio Bolsonaro segue como o nome prioritário do PL para a disputa presidencial. “Flávio é o nosso plano A, B, C e F”, afirmou. Segundo Rogério Marinho, a prestação de contas relacionada ao filme deverá ser apresentada e ajudará a encerrar a polêmica.
Na entrevista, o senador ainda criticou a proposta do fim da escala 6x1, classificando a medida como uma “camisa de força” para o setor produtivo. Como alternativa, defendeu um modelo que permita ao trabalhador optar entre o regime tradicional da CLT e uma jornada baseada em horas trabalhadas.