A Polícia Federal apura suspeitas de que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, recebeu pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da esposa do enteado, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
A apuração foi feita a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master, e motivou a fase da Operação Compliance Zero desta quinta-feira (18). Lima também foi alvo novamente de buscas.
Procurado por meio da assessoria de imprensa por mensagem às 7h, Wagner ainda não se manifestou. Em nota, os advogados de Lima afirmam que äs diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração".
"De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz o comunicado, assinado por Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.
A operação apura também pagamentos feitos a Bonnie Bonilha, a esposa do enteado do senador, por meio de consultoria.
A PF cumpre nesta quinta 18 mandados de busca e apreensão em nova fase da operação Compliance Zero.
Os mandados foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Foram feitas buscas em endereços ligados a Wagner e Lima em Salvador e em um hotel em Brasília onde o senador mora.
Policiais Federais também estiveram em endereço em Salvador de Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner e marido de Bonnie. A reportagem não localizou a defesa de Sodré e de Bonnie.
Folha de São Paulo