O atentado que tirou a vida de Diego, assessor do vereador Cabo Deyvison, e deixou o policial militar e parlamentar ferido em Mossoró reacendeu o debate sobre a presença das facções criminosas no Rio Grande do Norte. O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) foi à frente para transformar a indignação em cobrança pública e fez um questionamento que, segundo ele, permanece sem resposta desde 2022: o que o governo do estado fez, de fato, para acabar com o poder das facções no Rio Grande do Norte?
O senador foi enfático ao afirmar que o problema não é exclusivo de Mossoró e que a narrativa de episódios isolados não corresponde à realidade vivida pela população potiguar. "Não é só em Mossoró não, no Rio Grande do Norte todo", disse Styvenson. Para o parlamentar, o atentado contra o Cabo Deyvison, policial militar com 14 anos de corporação em plena atividade de fiscalização, é um retrato da falência do modelo de gestão da segurança pública adotado pelo estado. "Se o Cabo Deyvison, que é policial há 14 anos, e olhe que é um policial bom, não se sente seguro, imagine você, cidadão", afirmou.
No vídeo, Styvenson também rebateu a declaração do Coronel Araújo de que o atentado não teria motivação política. Para o senador, a tentativa de separar crime organizado e política é ingênua ou deliberadamente desonesta. "A motivação não foi política? Foi, foi política também. É política, é social, é econômica, é todo tipo de motivação, porque o Cabo Deyvison é político, está em campanha, é policial, tá fazendo bom trabalho aí em Mossoró", argumentou. Styvenson foi além: "O crime organizado tá na política sim. Tá na política. O senhor sabe, viu?"
A fala do senador termina com um recado direto às autoridades que, segundo ele, só agora demonstram urgência para agir. "Agora eu quero ver essa fúria todinha, essa hipocrisia: dizer que vai atrás, que vai prender, que vai fazer isso, que vai fazer aquilo. Não é mais do que obrigação. Era para ter feito antes", disse Styvenson. O parlamentar também prestou solidariedade ao Cabo Deyvison e lamentou a morte de Diego. "Diego faleceu, gente. Isso é grave", afirmou no vídeo, concluindo com um pedido para que o conteúdo fosse compartilhado nas redes sociais, único espaço onde, segundo ele, esse tipo de denúncia ainda circula livremente.