O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou nesta terça-feira (23) que pediu o arquivamento da investigação sobre a pistola registrada em nome de Bolsonaro e encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo a defesa, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil e apenas reiterou as explicações já apresentadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado sustenta que a arma estava regularmente registrada e que não existia qualquer determinação judicial para cancelamento do registro ou entrega do armamento às autoridades.
De acordo com a versão apresentada, Bolsonaro teria identificado um defeito na pistola Glock 9 mm e solicitado que um de seus seguranças, sargento do Exército com experiência na manutenção desse tipo de armamento, verificasse o problema.
A defesa argumenta que não houve intenção de descumprir qualquer decisão judicial e classificou o episódio como sem relevância criminal. Por isso, espera que o inquérito seja arquivado nos próximos dias.
O caso veio à tona após uma blitz realizada em 15 de junho, em Taguatinga, quando a arma foi encontrada com o segurança Estácio Leite da Silva Filho. Após a ocorrência, Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente. A Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando as circunstâncias do transporte da arma.