O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu uma longa entrevista ao programa Roda Viva para tratar de diversos temas polêmicos da Corte. A participação do decano do tribunal marca a 11ª entrevista concedida por integrantes do STF em um período de apenas 30 dias na grande mídia.
Durante a sabatina, o ministro foi questionado sobre pontos cruciais da atuação do judiciário brasileiro, incluindo os métodos e conduções de grandes operações. Mendes apontou o que classificou como abusos no histórico da Operação Lava-Jato, defendendo uma postura crítica à condução de investigações passadas.
Por outro lado, o ministro evitou fazer críticas profundas aos procedimentos e condenações relacionados aos atos do dia 8 de janeiro. A condução desses processos pela Corte e as penalidades aplicadas a envolvidos não receberam o mesmo tom de contestação despendido a outras ações judiciais.
O decano também abordou a atuação de colegas da Corte, tecendo críticas diretas à condução de investigações envolvendo o Banco Master, apontando o que chamou de erros crassos que poderiam justificar futuras anulações. Em contrapartida, ele minimizou questionamentos sobre as condutas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
A postura e as declarações do magistrado evidenciam as divisões internas e os diferentes pesos atribuídos aos temas que hoje tramitam no STF. Enquanto frentes de investigação enfrentam resistências e contestações internas, outras ações polêmicas seguem blindadas pela maioria dos integrantes do tribunal.