O governo Lula anunciou nesta terça-feira (30) o início da retirada gradual dos subsídios criados para reduzir os preços dos combustíveis durante a escalada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A decisão foi tomada após a queda da cotação internacional da commodity, que voltou ao patamar de cerca de US$ 70 por barril.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a retirada será feita de forma gradual e acompanhará a normalização dos preços da gasolina, do diesel, do gás de cozinha (GLP), do biodiesel e do querosene de aviação. O governo afirma que acompanha diariamente os preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno para evitar aumentos bruscos ao consumidor.
De acordo com o governo, as medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis já consumiram até R$ 16 bilhões dos cofres públicos. Desse total, R$ 7,5 bilhões já foram efetivamente gastos, enquanto outros R$ 8,5 bilhões ainda estão sendo contabilizados. A expectativa é que a retirada dos benefícios ajude a manter a meta fiscal sem provocar impacto significativo nos preços cobrados nos postos.