🚨URGENTE - CNJ acaba de afastar desembargadora do ES que ficou revoltada após presidente da OAB do estado chamá-la de “destemperada” pic.twitter.com/V0V4JbfsRD
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 10, 2026
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento cautelar imediato da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), no Espírito Santo. O órgão avaliou que a magistrada se valeu de "tom jocoso, deboche e excessos verbais" contra juízes e membros da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante uma sessão da última quarta-feira.
A notícia é do G1. O caso foi publicado inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo. O julgamento tratava da reestruturação administrativa do TRT-17, em que era analisada a retirada de um servidor de cada secretaria das Varas do Trabalho, na primeira instância, e realocá-los à área administrativa e a gabinetes do segundo grau. A OAB-ES afirmou que a medida poderia prejudicar a prestação jurisdicional e requereu a suspensão da sessão para participar do debate. A desembargadora subiu o tom para reagir aos argumentos contrários à medida.
"O primeiro grau não está produzindo nada, enquanto o segundo grau está produzindo loucamente. O que é que a OAB está fazendo aqui? [.] Se o Corregedor disse: 'Vamos reestruturar porque o primeiro grau não está fazendo nada e está cheio de servidor, vamos tirar uns e botar no segundo grau', aí vem a OAB falar de coisa absurda e infundada! [.] Aí vem a OAB dizer: 'Ah, não reestrutura não, não tira servidor da primeira não', mas vocês continuem se ferrando, trabalhando feito uns animais. Porque é isso que a gente faz! A gente coloca 300 processos em pauta de sessão, a gente trabalha pra caramba!" destacou.
Na sequência, a magistrada reforçou as críticas aos juízes de primeira instância. "A primeira instância não está julgando o suficiente e está cheia de servidor. A segunda está com pouco servidor e está produzindo feito uma louca, sem saber como [.] Então, vamos ser objetivos, vamos ser responsáveis. Vamos ter compromisso com a Justiça e compromisso com a produtividade", disse ela.
O Conselho Superior da Justiça do Trabalho enviou uma reclamação disciplinar à Corregedoria Nacional pela postura de Marise Chamberlain. Ao decretar o afastamento da desembargadora, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, citou "fartos registros audiovisuais e notícias amplamente veiculadas que indicam "o uso de tom jocoso, deboche e excessos verbais direcionados não apenas à entidade de classe, mas também aos magistrados atuantes no primeiro grau de jurisdição".