A Polícia Federal afirmou que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia uma "mesada" de propina para viabilizar fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo a investigação, os pagamentos eram feitos por meio de cheques, transferências via Pix e dinheiro em espécie. Após assumir o comando do instituto, o valor dos repasses teria chegado a R$ 250 mil mensais.
De acordo com a PF, Stefanutto era identificado pelo codinome "Italiano" em planilhas e conversas apreendidas com integrantes da Conafer, entidade investigada por descontos associativos ilegais. Os investigadores afirmam que ele tinha o "domínio do fato", autorizava pagamentos indevidos e participou de reuniões, em São Paulo, com representantes da entidade. O então ministro do Trabalho, José Carlos Oliveira, também é citado no inquérito e apareceria nos diálogos com o codinome "Abou Yasser".
Stefanutto foi indiciado por suspeita de corrupção na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS e que, segundo a PF, pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Preso desde novembro de 2025, o ex-presidente do instituto é suspeito de ter recebido propina em troca de omissão na fiscalização das entidades investigadas e de tentar interferir nas apurações. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que busca reaver salários pagos ao ex-dirigente após sua prisão.
Com informações do O Antagonista