O Brasil passará a ocupar a segunda posição entre os países mais afetados pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. Com a entrada em vigor da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para 22 de julho, a tarifa efetiva média aplicada às exportações do país chegará a 18,2%, atrás apenas da China, segundo levantamento do Global Trade Alert (GTA).
A medida foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e, segundo entidades do setor produtivo, deve afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26% de tudo o que o Brasil vende ao mercado americano. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) afirma que a decisão coloca o país entre os mercados com as condições mais restritivas de acesso aos Estados Unidos.
Representantes da indústria também demonstram preocupação com os impactos econômicos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a sobretaxa reduz a competitividade das empresas brasileiras, enquanto estimativas do Goldman Sachs apontam que a medida pode reduzir o fluxo comercial em cerca de US$ 1 bilhão e provocar um impacto de aproximadamente 0,03% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.