O governo Lula retirou do ar, desde o último dia 4 de julho, conteúdos institucionais considerados passíveis de serem interpretados como propaganda durante o período eleitoral. A medida foi orientada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e pela Advocacia-Geral da União (AGU) e atingiu cerca de 150 mil produções da Agência Brasil e da TV Brasil.
Segundo o site O Antagonista, a decisão teria sido motivada por uma avaliação preventiva da Secom diante da atuação do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que participará da análise de casos relacionados à propaganda eleitoral. A publicação afirma que, embora o ministro não tenha determinado a retirada dos conteúdos, o governo optou por uma postura mais cautelosa para evitar questionamentos durante o período eleitoral.
A medida também levou órgãos da administração federal a removerem perfis em redes sociais e provocou críticas de entidades ligadas ao jornalismo, que classificaram a decisão como um risco à autonomia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).