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Fimose pode transformar sexo em dor e exige tratamento, alerta médico

Embora seja frequentemente associada à infância, a fimose também pode persistir ou surgir na vida adulta e interferir diretamente na vida sexual.

A notícia é do Metrópoles Quando a pele que recobre a glande é estreita e não consegue ser retraída normalmente, o problema pode provocar dor durante a ereção, dificultar a penetração e até fazer com que alguns homens evitem relações por medo do desconforto.

Os prejuízos

Em entrevista ao Metrópoles, o urologista Wagner Kono destaca que a condição merece atenção quando começa a causar sintomas.

“A fimose pode atrapalhar bastante a vida sexual quando impede que a pele do pênis seja retraída normalmente. Isso pode causar dor durante a ereção, dificuldade na relação sexual, desconforto na higiene e até insegurança”, explica.

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Além do impacto na intimidade, deixar o quadro sem tratamento pode trazer complicações. Durante o sexo, a pele pode sofrer pequenas fissuras, sangrar e provocar bastante dor.

Em casos mais graves, pode ocorrer a parafimose — quando a pele fica presa atrás da glande e não retorna à posição normal — uma urgência médica que exige atendimento imediato.

De acordo com o especialista, a dificuldade para higienizar corretamente a região também favorece inflamações e infecções recorrentes. Com o passar dos anos, em situações específicas, o problema ainda pode aumentar o risco de doenças mais graves, como o câncer de pênis.

E o tratamento?

A necessidade de cirurgia, porém, depende de cada caso.

“Em crianças, muitos casos melhoram naturalmente ou respondem ao tratamento com pomadas específicas. Já no adulto, quando existe uma fimose verdadeira, principalmente com cicatrizes, dor ou dificuldade nas relações, a cirurgia costuma ser a solução mais eficaz e definitiva”, comenta.

Segundo o médico, o procedimento, chamado de postectomia ou circuncisão, é relativamente simples e, na maioria dos casos, permite que o paciente volte para casa no mesmo dia.

As atividades cotidianas costumam ser retomadas em poucos dias, enquanto a vida sexual geralmente é liberada entre quatro e seis semanas após a cicatrização.

Por último, o especialista reforça que adiar a busca por ajuda pode comprometer não apenas a saúde, mas também a qualidade de vida. “Muitos pacientes também desenvolvem insegurança e acabam evitando a vida sexual por medo da dor ou de lesões. Quanto antes houver avaliação, mais cedo é possível  recuperar conforto, autoestima e qualidade de vida”, conclui.

 

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