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Em processo, empregada chama Lulinha de “marido” de Roberta Luchsinger

Uma ex-empregada doméstica da lobista Roberta Luchsinger em Brasília chama o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de “marido” da lobista em um processo judicial contra a ex-patroa.

No processo, Zildeni Gomes de Souza também anexou mensagens que confirmam que Lulinha morava na mesma casa que Roberta quando estava em Brasília, na QI 26 do Lago Sul. Como mostrou a coluna, a casa era o “QG” de Lulinha quando ele estava em Brasília.

O processo discute a frustração da promessa de Roberta de comprar uma casa para Zildeni no Itapoã, bairro popular de Brasília, o que acabou não se concretizando.

“No curso das tratativas, sobreveio situação envolvendo o marido da Ré, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como ‘Lulinha’, fato que culminou na saída do casal do país”, diz um trecho da ação.

O processo foi iniciado em julho deste ano, inicialmente no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Pouco depois do início da ação, o TJDFT enviou o caso para a Justiça do Trabalho. Hoje, o processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Zildeni é representada no caso pelo advogado Evandro Inácio Kuwabara.

“Cumpre destacar que a relação existente entre as partes ultrapassava uma simples relação comercial. A autora trabalhou por anos na residência da ré (Roberta Luchsinger), circunstância que naturalmente gerou entre ambas vínculo de confiança e proximidade, reforçando a credibilidade das tratativas posteriormente estabelecidas (para a venda da casa)”, diz a petição inicial de Zildeni.

No processo, Zildeni afirma que incorreu em gastos para providenciar a documentação necessária à compra da casa. Ela pede indenização de R$ 15 mil por danos materiais e mais R$ 40 mil por danos morais. O valor total da causa é de R$ 345 mil.

“A requerente laborava de segunda a sexta-feira, sendo que, em 03 (três) dias da semana, cumpria jornada de aproximadamente 12 (doze) horas no período noturno”, diz a ação movida por Zildeni. O salário mensal dela era de R$ 3 mil.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, Luchsinger também sugere que Lulinha iria ao imóvel. “Sofri acidente esquiando. Fábio estará aí dia 27”, diz ela.

Como mostrou a coluna, Roberta Luchsinger tinha uma relação de muita proximidade com Lulinha e a mulher dele, Renata Abreu Moreira. Em março de 2024, as duas fizeram até mesmo uma tatuagem de “BFF”, ou “melhores amigas para sempre”, na sigla em inglês.

Andreza Matais Metrópoles

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