O ministro Alexandre de Moraes pode ser incluído no inquérito do Banco Master, se essa for a decisão do plenário. Mas levar ao conjunto dos ministros será uma decisão exclusiva do presidente Edson Fachin, e não do ministro relator.
Os documentos da Polícia Federal cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça mostram muitas conversas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Por volta de 50 trocas de mensagens.
Mendonça não tem o poder de incluí-lo no processo, nem levar o caso ao plenário. Ele terá que receber a resposta da Procuradoria Geral da República (PGR), a quem deu cinco dias para se manifestar. Depois disso tudo, será encaminhado ao ministro Fachin para decidir se o assunto será levado ao plenário.
Todos os indícios acumulados nesses diálogos, no contrato de Vorcaro com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes, na revisão do contrato feito pelo próprio Alexandre criaram uma situação sem precedentes no Supremo Tribunal Federal e a maior crise ocorrida dentro do STF.
Há indícios nas mensagens de que houve dação em pagamento de um avião e um helicóptero para o escritório de Viviane de Moraes.
Míriam Leitão - O Globo