O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ampliou a desconfiança no governo em relação ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A percepção entre governistas e aliados de Andrei é de que Messias teria atuado em sintonia com o ministro André Mendonça, responsável pela decisão de afastar o chefe da PF.
A desconfiança também estaria relacionada à demora da AGU em apresentar medidas solicitadas pela Polícia Federal e à proximidade de Messias com Mendonça. O episódio chegou a influenciar as discussões sobre a sucessão no STF, com Lula passando a considerar o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para a vaga.
O afastamento de Andrei virou uma disputa dentro do STF: Flávio Dino determinou a reintegração, mas Edson Fachin suspendeu as decisões anteriores e manteve Rodrigues no comando da PF. Mendonça voltou a defender o afastamento na sexta-feira (11). Em nota, Messias negou qualquer atuação política e afirma que a decisão da AGU foi baseada em critérios “estritamente técnicos e jurídicos”.
Com informações do Poder 360