O IBGE divulgou nesta sexta, 18, a 2ª edição do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil. A publicação é baseada em dados do Censo Demográfico 2022, quando o país registrava 14,4 milhões de pessoas com deficiência (PCDs), o que representa cerca de 7,3% da população. Os dados traduzem uma realidade que ainda precisa ser enfrentada no Brasil: milhões de pessoas com deficiência continuam convivendo com desigualdades no acesso a direitos, espaços e oportunidades.
O mercado de trabalho é um dos exemplos. Em 2022, o índice de ocupação das pessoas com deficiência no Brasil era de 29%. Entre pessoas sem deficiência, a ocupação sobe para 55,8%. "Isso significa que milhares de brasileiros PCDs ainda encontram portas fechadas não por falta de capacidade, mas pela falta de acessibilidade, de oportunidades e de políticas públicas que funcionem de verdade. É preciso fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas, ampliar a qualificação profissional, incentivar empresas que promovam inclusão e garantir ambientes de trabalho acessíveis. Como pessoa com deficiência, quero levar essa pauta para Brasília e trabalhar para que a deficiência deixe de ser vista como uma barreira para o emprego", diz Tércio Tinoco, único cadeirante candidato ao Senado em todo o país.
Outro dado preocupante, na avaliação do candidato, é a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência, que é de 12%, doze vezes maior do que entre as sem deficiência. "Esse dado mostra que ainda temos um longo caminho pela frente. Quando milhões de brasileiros têm alguma deficiência, não estamos falando de uma parcela pequena da população. Estamos falando de famílias, trabalhadores, estudantes, idosos e crianças que enfrentam diariamente barreiras para exercer direitos que deveriam ser garantidos a todos. E essas pessoas precisam estar representadas também onde as grandes decisões do país são tomadas”, afirma Tércio.