O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta sexta-feira (4) uma resposta do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante da crise envolvendo ministros da Corte. A notícia é do R7.
Durante um evento com a participação dos dois, Lula afirmou que cabe a Fachin e Gonet dar “o mínimo de tranquilidade” à sociedade e cobrou transparência na condução dos fatos.“A Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira, porque, quando os filhos dentro de casa estão em desordem, quem manda na casa é que resolve. Então, meu caro [Fachin], está nas tuas costas, nas costas do Paulo Gonet, a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada”, afirmou.
Ao longo do discurso, Lula defendeu uma reforma no Poder Judiciário e disse que “ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal”.
“Tenho certeza de que faremos, para o próximo ano, uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma do Poder Judiciário brasileiro, para que o povo possa continuar acreditando na Justiça, porque ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém. Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira e vale para uma médica. Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação.”