O atentado contra Jair Bolsonaro completa oito anos. Em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o então candidato à Presidência foi atingido por uma facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira.
Após o ataque, Adélio passou por exames psiquiátricos e foi diagnosticado com transtorno delirante persistente, sendo considerado inimputável pela Justiça. Em vez de cumprir pena de prisão, ele foi submetido a medida de segurança e permanece internado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), em unidade de segurança máxima. Atualmente com 48 anos, a internação pode durar até 2038. Ele mantém a versão de que agiu sozinho.
A Polícia Federal realizou duas investigações sobre o atentado. A primeira foi concluída em 2018 e apontou que Adélio agiu sozinho. Um segundo inquérito, encerrado em 2020, também não encontrou evidências de participação de terceiros, após análise de milhares de mensagens, e-mails e atividades nas redes sociais. Nos últimos anos, ainda houve investigações sobre o advogado que defendeu Adélio, mas a PF não encontrou relação entre eventuais vínculos do profissional com o crime organizado e o atentado contra Bolsonaro.