Já há no MPF um movimento interno, ainda embrionário, para convocar o Colégio de Procuradores, composto por todos os integrantes da instituição, para discutir a permanência de Paulo Gonet no cargo.
Não é uma tarefa trivial: a reunião pública depende do próprio PGR ou de maioria dos membros. E tem finalidade meramente opinativa. Mas é consenso que, se a ideia for adiante, criaria um constrangimento a Gonet.
A avaliação é de que ele deveria se declarar impedido após fazer o que colegas classificam como uma “peça de defesa”, e não um parecer institucional, ao defender a nulidade do relatório da PF sobre Alexandre de Moraes.
A propósito, no grupo de WhatsApp dos subprocuradores-gerais e na rede interna de membros do MPF, reina um silêncio descrito como"incômodo" e "sepulcral” sobre o assunto, nas palavras de integrantes.
Lauro Jardim - O Globo