Com tantas fugas de detentos registradas no complexo penitenciário de Alcaçuz e unidades vizinhas na Grande Natal, uma pergunta parece cada vez mais pertinente: quem ainda vai encontrar aquele pavilhão vazio na hora de contar os presentes?
Somando as ocorrências recentes, o placar impressiona: em maio, cinco detentos escaparam da Penitenciária Estadual de Alcaçuz usando uma "teresa" improvisada com lençóis para pular o muro durante uma chuva forte — quatro já foram recapturados, um ainda está por aí.
Em julho, foi a vez da vizinha Rogério Coutinho Madruga, também parte do Complexo Penal, bater seu próprio recorde: 13 detentos deixaram as celas por um túnel escavado com a ajuda de um vaso sanitário arrancado, e 11 seguem foragidos até hoje — alguns deles apontados como lideranças do Comando Vermelho.
Ou seja: em poucos meses, o sistema penitenciário da região já perdeu o equivalente a um time de futebol completo (com reservas) para buracos na parede, cordas de lençol e câmeras que, aparentemente, preferem não ver nada. Não é fuga, é êxodo.
Diante desse ritmo, talvez seja hora de trocar a sirene de alarme por uma simples placa na saída: "Último a sair, apague a luz — e feche a porta, porque ninguém mais vai passar por aqui checar."