A dificuldade financeira atinge famílias de diferentes faixas de renda. Entre aquelas com renda mensal acima de R$ 4,8 mil, 25,7% recorreram ao endividamento ou à poupança para pagar as contas. Entre as famílias com renda de até R$ 4,8 mil, o percentual foi de 24,3%. Para o pesquisador Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, o alto endividamento preocupa porque ocorre em um momento de maior estabilidade do mercado de trabalho, que já não compensa a pressão sobre o orçamento familiar.
Em agosto, o Brasil tinha cerca de 84 milhões de inadimplentes, segundo dados da Serasa. Desse total, 20,7% tinham contas básicas em atraso, como água, luz e gás. No segundo trimestre de 2026, o consumo das famílias também recuou 0,4%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 0,5%, indicando desaceleração da atividade econômica.
Com informações da Revista Oeste