A desvalorização provocou uma redução de R$ 873 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3. Após o resultado eleitoral, a Bolsa chegou a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de oscilações acentuadas. A reação também atingiu ativos brasileiros no exterior: o fundo EWZ, negociado em Nova York e que acompanha ações do Brasil, chegou a cair 27% no pré-mercado, enquanto um fundo semelhante em Tóquio recuou 15%, sua maior queda diária desde 2008. Títulos brasileiros negociados em dólar também perderam valor.
A queda ocorreu após uma mudança nas expectativas dos investidores. Antes da eleição, a liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno havia impulsionado os ativos brasileiros, diante da expectativa de uma política fiscal mais rigorosa e de redução dos juros. Com a vitória de Lula, instituições como o JPMorgan revisaram suas recomendações para o mercado brasileiro. A turbulência também atingiu os juros futuros: o contrato com vencimento em janeiro de 2031 chegou a 14,46%, alta de aproximadamente 1,9 ponto percentual.