O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, em até 24 horas, sobre uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome e apreendida na noite de segunda-feira (15) durante blitz da PM do Distrito Federal. A arma estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente, que foi abordado em Taguatinga sem o certificado de registro do armamento.
Moraes quer saber a razão pela qual Bolsonaro mantinha a arma em casa durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária e por que solicitou reparo no equipamento às vésperas do encerramento do regime, previsto para o dia 25 de junho. O militar alegou que levava a pistola para conserto devido a uma pane no percussor e que a devolveria nesta terça-feira.
O ministro também cobrou explicações do tenente-coronel Allenson Lopes, comandante do batalhão da PM responsável pela vigilância da domiciliar, sobre os procedimentos de revista nos veículos que saem do condomínio onde Bolsonaro reside. O boletim de ocorrência foi anexado ao processo de execução penal do ex-presidente nesta manhã.
O Gabinete de Segurança Institucional informou que não realiza a segurança de ex-presidentes e que os servidores alocados são de livre indicação. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses e está em regime domiciliar humanitário desde 24 de março para tratar broncopneumonia. (Fontes: G1, Folha de S.Paulo)