O Partido Liberal no Rio Grande do Norte se posicionou nesta terça-feira (16) em defesa de uma investigação federal sobre o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), que resultou na morte do assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais na noite de segunda-feira (15). O senador Rogério Marinho (PL-RN), presidente estadual da sigla, encaminhou ofício à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte solicitando proteção policial imediata e ininterrupta ao parlamentar, com possível extensão da escolta a familiares, mediante avaliação técnica das autoridades.
No documento enviado ao secretário de Segurança, coronel Araújo, Rogério Marinho sustentou que o episódio alcança dimensão institucional e que a gravidade dos fatos impõe pronta resposta do Estado diante do risco concreto à integridade física de Cabo Deyvison. O senador fundamentou o pedido nos artigos 5º e 144 da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida e estabelecem a segurança pública como dever do Estado. "A situação narrada transcende a violência comum; trata-se de um atentado letal que atingiu o núcleo do exercício parlamentar", registrou o ofício.
A defesa de uma investigação em âmbito federal por parte do PL sinaliza que o partido considera insuficiente a atuação exclusiva das forças estaduais no caso. A posição ganha peso diante do fato de que a Sesed descartou, inicialmente, motivação política para o crime, o que contraria a percepção do próprio vereador, que atribui o atentado a retaliações por suas denúncias contra facções criminosas em Mossoró. Cabo Deyvison já foi alvo de ameaças anteriores e afirmou, em vídeo gravado após o ataque, que sofreu duas tentativas contra sua vida em um ano e meio de mandato.
Outras autoridades também se manifestaram sobre o caso. A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou ter determinado prioridade máxima na investigação e cancelou compromissos para acompanhar a situação. O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, e a Câmara Municipal também emitiram notas de solidariedade. O PL, porém, é o primeiro partido a cobrar formalmente a federalização das investigações, elevando a pressão sobre o governo estadual. (Fontes: Tribuna do Norte, Agora RN, Blog do BG)