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Mulheres erguem futuro: Projeto Mãos de Obra, com apoio do senador Styvenson, transforma comunidades pela construção civil

O senador Styvenson Valentim lançou o Projeto Mãos de Obra em Natal — uma iniciativa de qualificação profissional voltada a mulheres em situação de vulnerabilidade social. O projeto é executado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Inovação (IBDI), organização com experiência consolidada na oferta de formação técnica para populações em situação de risco, e conta com o apoio dos vereadores Aldo Clemente e Preto Aquino. Os bairros das Quintas e do Planalto serão os primeiros beneficiados. O município de Macaíba também receberá o projeto. 
 
As aulas tiveram início no dia 23 de maio na Escola Municipal Professora Angélica Almeida de Moura, localizada no bairro das Quintas, com uma turma de 22 mulheres. Após cinco sábados de formação — que contemplam os módulos de alvenaria, revestimento, pintura, limpeza pós obra e empreendedorismo —, o projeto avança para o bairro do Planalto, onde uma nova turma de outras 28 participantes receberá a mesma formação. Ao todo, 50 mulheres serão capacitadas em dois locais escolhidos por sua alta densidade populacional e significativo déficit de oportunidades de trabalho formal. 
 
A metodologia combina teoria e prática: pela manhã, as participantes trabalham o conteúdo técnico com apoio de uma apostila norteadora desenvolvida pelo IBDI; à tarde, colocam literalmente a mão na massa — exercitando as técnicas aprendidas em atividades de aplicação real. O projeto ainda conta com um módulo de empreendedorismo, que orienta as mulheres sobre formalização, precificação de serviços e posicionamento no mercado.
 
Para o senador Styvenson Valentim, o projeto representa mais do que uma ação de qualificação profissional — é a tradução em prática de uma convicção: o desenvolvimento econômico que não inclui as mulheres não é desenvolvimento, é privilégio. "O que estamos fazendo aqui não é assistencialismo. É abrir uma porta que sempre esteve fechada para essas mulheres", afirmou o parlamentar.
 
Segundo Sarine Fernandes, moradora do bairro e idealizadora do projeto Balé da Ralé, participar do curso tem sido uma experiência transformadora. “Como mãe, fizemos o mínimo que podíamos. Muitas mães de alunos estão aqui no curso, e juntas conseguimos fechar uma parede que estava aberta há quatro anos. Quando coloquei aquele tijolo, percebi que posso, sim, transformar a vida do meu filho por meio do conhecimento”, declarou. 
 
Maria Aparecida, de 60 anos, moradora do bairro das Quintas e também aluna do curso fez questão de agradecer a oportunidade. “Estamos aqui realizando um sonho com esse Projeto Mãos de Obra. Agradeço ao professor por dividir conhecimento com a gente e também ao senador Styvenson por investir em um projeto bacana como esse”, declarou.
 
CUIDOTECA É GRANDE DIFERENCIAL
 
Uma das marcas do Projeto Mãos de Obra é a atenção ao que a coordenadora do IBDI, Ângela Montealvão, chama de "o principal obstáculo entre a mulher e o trabalho": a ausência de com quem deixar os filhos. Para eliminar essa barreira, o projeto oferece, no mesmo ambiente das aulas, uma “Cuidoteca” — espaço com suporte pedagógico, brinquedoteca e lanche. “Quando você mexe com a mulher, você mexe com a estrutura familiar inteira. E quando você muda a família, você atinge a comunidade." — Ângela Montealvão, coordenadora do IBDI. Nesta primeira turma, 13 crianças estão integradas ao espaço, sendo três delas com necessidades especiais.  
 
O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Inovação chega a Natal trazendo um histórico já testado em campo. A instituição formou mais de 400 mulheres em projetos anteriores, incluindo duas comunidades populosas de Campo Grande (MS).
 
A filosofia do IBDI rejeita o modelo de intervenção externa descolada do território. "A ideia não é chegar como uma nave espacial que aterrissa e suga da comunidade", explicou Ângela Montealvão. O projeto prioriza a contratação de profissionais locais como instrutores — mestres de obras, pintores e demais profissionais da construção que já vivem nos bairros —, criando vínculos de pertencimento e empregando a própria comunidade no processo de formação. É o caso de Jonathan Dantas, estagiário da escola em Pedagogia. “Sinto-me muito feliz e realizado por ter a chance de poder contribuir ainda mais com a educação das crianças da minha comunidade. Além disso, tem a questão da valorização profissional. Tenho muito gratidão pela oportunidade”, enfatizou.

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