Parlamentares da oposição apresentaram uma nova rodada de pedidos de impeachment contra ministros do governo Lula. A iniciativa, chamada pelos próprios autores de “Impeachmaço 2.0”, foi protocolada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivar ações semelhantes apresentadas anteriormente.
Os congressistas alegam que integrantes do governo descumpriram o prazo constitucional de 30 dias para responder requerimentos de informação enviados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Entre os ministros citados estão Margareth Menezes (Cultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Luiz Marinho (Trabalho), Sidônio Palmeira (Secom) e Vinícius Carvalho (CGU).
Segundo a oposição, alguns requerimentos seguem sem resposta há meses e até anos. O levantamento apresentado pelos parlamentares aponta atrasos acumulados de 3.688 dias no caso de Margareth Menezes, 1.514 dias em requerimentos direcionados a Anielle Franco, 1.129 dias para Luiz Marinho, 795 dias para Vinícius Carvalho e 488 dias para Sidônio Palmeira.
A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) afirmou que a falta de respostas enfraquece o papel de fiscalização do Congresso Nacional. Para ela, a demora prolongada não pode ser tratada apenas como um problema burocrático.
Os pedidos anteriores foram arquivados pela PGR sob o entendimento de que o atraso, por si só, não configura crime de responsabilidade. O órgão considerou necessário comprovar, além da demora injustificada, a intenção deliberada de ocultar informações.
DIÁRIO DO PODER