A Unimed Natal lançou o chamado Projeto Pertencer vendendo a ideia de integração e eficiência. Mas, por trás da maquiagem institucional, o recado é claro: para “zerar o pró-rata”, o médico precisa gastar menos. Traduzindo: atender menos, pedir menos exames, realizar menos procedimentos.
É a velha lógica de cortar custos travestida de meritocracia. O médico que “economiza” é premiado. O que investiga, solicita exames e busca diagnóstico completo, é punido com desconto no repasse.
Na prática, quem paga essa conta é o cliente. O cooperado será induzido a conter o bisturi e o pedido de laboratório, mesmo quando necessário. Tudo para bater meta. Quando a campanha deveria ser na compra de insumos.
E estamos falando de vidas, não de planilhas. Quando a prioridade de um plano de saúde vira o número do balanço, o atendimento humano vai para a UTI. O discurso de “gestão horizontal” não engana: é a planilha mandando mais que o juramento médico. Lamentável o vídeo do presidente Márcio Rêgo.