Mais de 500 candidatos a eleição deste ano têm patrimônio milionário e ainda assim receberam o auxílio emergencial ou Bolsa Família neste ano.
A informação é do portal UOL, que realizou o cruzamento de dados públicos dos candidatos as eleições municipais com as folhas de pagamentos dos benefícios pagos pelo Governo Federal em maio e junho.
Com isso, foi verificado que candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador de diferentes partidos receberam o auxílio emergencial ou o Bolsa Família, mesmo possuindo bens avaliados em R$ 1 milhão ou mais.
O Mestre Rodrigo (PSOL), candidato a prefeito de Bebedouro (SP), declarou ter pouco mais de R$ 1 milhão em bens à Justiça Eleitoral e recebeu o auxílio.
A justificativa dele é de que boa parte desse montante é composto por "valor sentimental" que ele tem sobre sua academia, que fechou durante a pandemia.
"Gostaria de ser milionário, mas não chego nem perto. Eu tenho uma academia, a primeira coisa que parou [durante a pandemia]", afirmou. "Pedi auxílio, tenho direito. Só foram duas parcelas de R$ 600."
Já Nilde Ferreira (PT), candidata a vereadora em Paraíso do Tocantins (TO), declarou ter R$ 1,25 milhão em bens. O Portal da Transparência informa que ela sacou três parcelas de R$ 212 do Bolsa Família entre janeiro e março. Em 2019, também sacou o benefício mensalmente.
Como justificativa, a candidata disse que é mãe solo e confirmou que recebeu o benefício. Segundo ela, tanto a propriedade que consta em suas declarações de bens, avaliada em R$ 800 mil, quanto as duas casas e uma camionete Mitsubishi L200, avaliada em R$ 75 mil, são relativas a uma união estável recente. Os bens são de seu atual marido, mas estão registrados em seu nome.
Esses são apenas dois exemplos dos vários existentes. Consultados pela reportagem do UOL, alguns candidatos disseram que não solicitaram os benefícios. Outros indicaram que tiveram seus dados utilizados indevidamente e nunca receberam tais pagamentos.
Fonte: com algumas informações do UOL.