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100 anos do meu avô Gabriel

O texto é de Paulo Negreiros, médico e sobrinho do meu avô. Fica o registro aqui no Blog. “Gabriel Fernandes de Negreiros ( In memoriam) *1920 - 1986+ 26/junho de 2020, marca o centenário do meu Tio Gabriel, filho de vovô Negreiros e vovó Sinhá., irmão de meu saudoso pai Rafael e primo legítimo da minha mãe Elizabeth. Estudando o terceiro ano científico no Rio de Janeiro, no Colégio Santo Antônio Maria Zacaria, fui ver a galeria de fotos dos estudantes que por lá haviam passado, e encontrei a foto e o nome de Tio Gabriel. Quando fui visitá-lo e disse que ia estudar no RJ, ele perguntou em qual colégio, disse, ele riu e : Já estudei lá, veja se os barnabitas ( ordem cristã de padres que ensinam no mundo todo desde 1530), ainda mantém a galeria de fotos. No Rio de Janeiro fez e teve sua formação acadêmica secundaria, formou-se em Direito, mas voltando para Mossoro foi gerenciar a Casa Negreiros, onde impulsionou a empresa familiar, criada por seu pai Manoel Fernandes De Negreiros, casou-se com Maria Zélia Monte de Negreiros, e nascem Maria Ione Monte de Negreiros; Rafael do Monte Negreiros; André Newton do Monte Negreiros e Francisco Edson do Monte Negreiros. Em Mossoró a vida era casa, trabalho, esporadicamente uma partida de sinuca com a cerveja gelada de Aderson no Bar Suez. Ler em Mossoró e no Brasil era difícil, os jornais e revistas chegando sempre atrasados, o Tio Gabriel assinante da revista TIME, estava sempre bem informado, não tinha novidade para você contar a ele conversando, a não ser os mexericos provoncianos, que todos gostam. Convidado a ser o gerente geral da S/A Mercantil Tertuliano Fernandes, a maior empresa potiguar. Que trabalhava e negociava com Algodão; Sal; couros e peles, resolve dar um passo quando traz a Mossoró o refino do óleo do caroço do algodão, o processo era complexo e muito lucrativo. Os anos passam e Tio Gabriel monta a sua própria empresa, foi também Presidente da atual UERN, que antes era uma Universidade Municipal ( FURN), que sempre viveu com profunda dificuldade financeira, até depois de estadualizada, dinheiro pra educação nunca existiu nesse país. Homem simples, calmo, educado, herdou da mãe o lado da caridade, era generoso com quem precisava, sem rompantes , sem autopromoção , nos deixou a lembrança , foi para a poeira cósmica aos 20/julho/1986”.  
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