Oferta da americana Highline pela telefonia celular da Oi gera reação de rivais
O grupo formado por TIM, Claro e Vivo já ensaia uma reação à oferta feita pela Highline, empresa controlada pela gestora americana Digital Colony, para comprar a operação móvel da Oi, que tem preço mínimo de R$ 15 bilhões.
O interesse da Digital Colony foi antecipado pelo GLOBO. Na noite de quarta-feira, a companhia carioca informou que fechou exclusividade com a empresa, pegando boa parte do mercado de surpresa.
A estratégia da Highline, que no Brasil é dona de infraestrutura de telecomunicações, seria comprar a operação móvel da Oi e, por meio de leilão, vender os quase 34 milhões de clientes da empresa. Uma das possibilidades na mesa é fechar o acordo com a mineira Algar.
Em seguida, o fundo dos EUA alugaria as frequências móveis da Oi para as companhias do setor, atuando no chamado “mercado de atacado”, segundo fontes.
Mas a estratégia é criticada pelas rivais, de acordo com fontes a par das discussões. A tese é que o “regulamento não prevê atuação unicamente no atacado” para uma empresa de serviço móvel pessoal (SMP).
Assim, segundo essa fonte, haverá pressão no lado do governo, com questionamentos, de que a Agência Nacional de Telecomunicações “não pode mudar a regra no meio do jogo”. Segundo uma fonte no governo, o tema ainda sera discutido pois o modelo não prevê essa possibilidade.
O Globo
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