A candidatura do Mister Impostos Carlos Eduardo Xavier (o Cadú) é o reflexo do desastre do governo Fátima Bezerra. Cadú só é candidato ao governo pelo PT porque nada deu certo, ninguém de peso quer a missão, então sobrou o secretário de finanças.
Tem um ponto bastante positivo na candidatura de Cadú, o afeito âncora, vai sempre puxar a governadora para baixo. Não é só a desaprovação de Fátima, é ter um candidato ao governo que não empolga a militância.
Cadú é branco, hétero, bonito (já fez implante de cabelos), gosta de coisas boas, toma banho todos os dias, o protótipo mauricinho que não encanta a esquerda. Nem mesmo uma profissão que reflita o pensamento do proletariado ele tem, pertence a uma casta da elite das elites do serviço público. Isso pode até parecer brincadeira, mas não é. A branquitude de Cadú não casa com o luta operária nem da metrópole e muito menos do campo. Podia torcer para o Corinthians ou Flamengo, mas é botafoguense. Falta identidade. Para o desastre ser total, só mesmo se ele tiver usado aparelho dentária na adolescência (não tenho essa informação) para demonstrar o quanto é fora dos padrões da esquerda. Mister Impostos é um ET dentro do PT.
O pior, Cadú já disse que não quer ter um alinhamento com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Lógico, se tiver ele não seria o candidato. Na verdade, se o governo Fátima Bezerra melhorar (algo impossível), não seria Cadú o candidato. Isso tudo vai deixar a governadora Fátima Bezerra mais distante do sonho de voltar ao Senado Federal. 2026 é o ano da aposentadoria de Fátima. Viva Cadú!