Segundo as conversas, um promotor de eventos recrutava as mulheres e organizava a seleção, enquanto um intermediário com empresa nos Estados Unidos cuidava de passagens, hotéis e dinheiro. Vorcaro teria a palavra final sobre quem seria contratada e quanto receberia. As mulheres eram divididas em grupos, incluindo o chamado “Famiglia A”, destinado a encontros mais próximos do ex-banqueiro, e outro voltado a eventos maiores. Em algumas festas, os celulares das recrutadas eram recolhidos.
A rede teria começado a ganhar forma em 2023, quando Vorcaro recebeu um contrato para comprar 50% de uma das empresas por R$ 1,5 milhão. A PF investiga se a estrutura envolvia cafetinagem, exploração sexual ou tráfico internacional de pessoas. Entre as mulheres recrutadas estariam brasileiras, estrangeiras e refugiadas de países em conflito. Vorcaro nega ter explorado mulheres e contesta a autenticidade e o contexto das mensagens divulgadas. Até o momento, não houve pedido formal de indiciamento nem decisão judicial sobre o caso.