O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR) foi escolhido pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para analisar documentos financeiros do presidente Lula (PT), após a campanha petista aceitar as 19 exigências apresentadas pelo senador para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Durante entrevista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (22), Deltan comentou sua participação: “A última vez que eu fiz isso, Lula foi parar na cadeia”.
Deltan integrou a força-tarefa da Lava Jato, responsável por investigações que levaram à condenação e à prisão de Lula em 2018. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações relacionadas aos processos julgados em Curitiba por entender que a 13ª Vara Federal não tinha competência para julgá-los. A Corte também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá.
O ex-procurador afirmou que a campanha de Lula aceitou as condições, mas ainda não entregou os documentos para análise. Ele defendeu que as informações abranjam o período desde 2003, quando o petista assumiu a Presidência pela primeira vez. Apesar do entendimento anunciado pelas campanhas, os sigilos ainda não foram efetivamente abertos.
Com informações do Poder 360