BANNER---SITE---GUST-NEGR---400x400px---INSTITU---TORRE-FORTE-2.jpg
IMG_3833.jpeg
politica

Editorial: Allyson, o calango

A estridente Isolda Dantas chamou Allyson de calango. O PT que defende igualdade jogou no esgoto

A deputada estadual Isolda Dantas resolveu pisar num ponto que não se pisa em campanha eleitoral civilizada. Chamou o candidato Allyson Bezerra de calango. Com discurso de ódio, com veneno jorrando, com a intenção explícita de humilhar um adversário pela aparência física.

Não foi deslize. Foi deliberado.

E ao lado de Isolda estava o Mister Impostos Cadú Xavier, o candidato que se autointitula bonitão, que não abriu a boca para reprovar a colega. O silêncio de Cadú vale tanto quanto as palavras de Isolda. Quem cala consente. E neste caso, consentiu com o ataque mais rasteiro que uma campanha pode fazer: diminuir um ser humano pelo jeito que ele nasceu.

O absurdo fica ainda maior quando se coloca em perspectiva quem está fazendo o quê contra quem. Isolda Dantas é uma mulher branca, heterossexual, da elite do Rio Grande do Norte. Allyson Bezerra é um homem pardo, de origem simples, criado num sítio na periferia de Mossoró, que chegou onde chegou na vida pelo mérito e pela capacidade.

O PT que defende cotas raciais, diversidade, respeito à origem, inclusão social e proteção às minorias colocou no palanque uma representante da elite branca do estado para humilhar publicamente um candidato pobre, pardo e nordestino pela aparência física. Comparou-o com um bicho desajeitado.

Se esse movimento viesse da direita, seria linchamento imediato. Reportagem em todos os portais, nota de repúdio de entidades, pressão nas redes. Como veio do PT, o silêncio da esquerda brasileira é ensurdecedor.

O calango que Isolda tentou diminuir cresceu num sítio sem luxo, aprendeu a trabalhar, construiu uma carreira política, foi prefeito de Mossoró e disputa o governo do Rio Grande do Norte. Isso se chama trajetória. Isso se chama Brasil real.

O que Isolda fez não tem nome bonito. Tem preconceito. Tem soberba. Tem a arrogância de quem acha que pode desdenhar do próximo porque nasceu com mais privilégio e mais poder.

Falta compostura, Isolda. Falta sensibilidade. Falta o mínimo de amor ao próximo que qualquer ser humano merece receber. Especialmente de quem usa o palanque para pregar igualdade.

 

Gostou desta notícia?
Participe do nosso grupo no WhatsApp e fique por dentro de todas as novidades!
400x400px.gif GUST_NEGREIROS_REFIS_626x522.gif GUST_NEGREIROS_626x522_CEARA.gif BLOG GUSTAVO NEGREIROS - 626x522.png Banner_Iluminacao_400x400px.gif 400x400-Adolescencia.png IRN-campanha-check-up-masculino-blog-do-gustavo-negreiros-mobile-400x400px.gif 320 x 100px.png BANNERS-GN_317X264_ORATHORIA.gif BANNER_400X400_GUSTAVO.png 96 - FM - depois do post

4 comentários para "Editorial: Allyson, o calango "

Deixe uma resposta para essa notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/1000.


Posts relacionados

Anuncie com a gente Documento com valores para anúncio

Mais lidas

  1. 1

    [VÍDEO] O Cicchetti vai fechar 

  2. 2

    A cartada de Moraes que pode tirar Flávio da Presidência

  3. 3

    [VÍDEO] O tiro saiu pela culatra: Isolda apaga vídeo após repercussão do calango

  4. 4

    RN Mais Seguro: Batalhão da PM tem energia cortada por falta de pagamento

  5. 5

    Editorial: Allyson, o calango

360x96 Campanha facex.png