O dólar comercial abriu em forte queda no Brasil, reagindo aos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais. Na mínima do dia, as 10h40, a moeda americana era negociada com desvalorização de 5%, aos R$ 4,95. Na sexta-feira, o dólar encerrou as negociações valendo R$ 5,21. Entre as 31 moedas mais negociadas do mundo, o real é a moeda que mais se valoriza.
A notícia é O Globo. Logo depois do início das negociações, o Ibovespa chegou a avançar 9,1%, aos 209.606 pontos. É um nível recorde para o principal índice da Bolsa.
Fabio Graner: Flávio Bolsonaro e Lula chegam ao 2º turno com pressão por ajuste nas contas públicas, mas disputa maior não deve ser no flanco fiscal
Com o recuo firme nos juros futuros (que estimam onde estará a Taxa Selic e a inflação nos anos seguintes), as ações de companhias varejistas saltavam. Às 13h, os papéis da Magazine Luiza valorizavam 26% e a C&A saltava 24%.
Além disso, a queda brusca nas taxas de juros fizeram o Tesouro Nacional interromper as negociações no Tesouro Direto, plataforma de compra e venda de títulos públicos. O órgão retomou as negociações no início da tarde.
A previsão de um real mais valorizado fizeram os investidores ajustarem suas apostas para o comportamento futuro dos juros. Nesta manhã, as negociações em contratos futuros embutem a previsão de uma taxa básica Selic de 13% em dezembro. A Selic hoje está em 13,75% ao ano.
Análise dos gestores
Os investidores consideram Flávio Bolsonaro mais propenso a promover um ajuste fiscal, apesar do governo de Jair Bolsonaro ter encerrado com manobras como a exclusão de precatórios das metas das contas públicas e uma expansão de gastos na reta final das eleições.
Lula, por sua vez, é visto com desconfiança pelo mercado, e medidas como o reajuste do Bolsa Família ampliaram as dúvidas dos investidores sobre sua disposição para ajustar as contas públicas. A dívida pública atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no atual governo, o maior patamar da História, subindo cerca de dez pontos nos últimos quatros anos.